terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Mudanças... Feliz Natal e Ano NOVO!

Como o tempo passou... Como fiquei tão longe dos textos... Não vou dizer que senti saudades, por que na verdade mal tive tempo para esse sentimento enquanto enfrentava a insana maratona de provas e trabalhos da faculdade, e ainda estava sem motivação para falar de esportes.

O ano terminou e assim terminou a minha 1° temporada depois de meu afastamento do Remo. Foi um ano longo e cansativo, agora em pré-temporada (no atual momento já de férias de final de ano) e normal que nossa mente procure outras coisas para se interessar, o esporte começa a ficar em outro plano, talvez esse seja o principal motivo da distância do blog, por que falar de esporte, por mais lindo que seja, estava me saturando.

Esse texto também não vai falar especificamente de esportes, gostaria em meu último texto deste ano, de falar um pouco de outras coisas, gostaria de falar sobre minha vida, sobre equilíbrio e ideais.

Acho que todos nós mudamos, em ciclos, que de repente se quebram e nessas quebras mudamos muito, até traços de nossa personalidade, acredito que recentemente estou passando por uma ruptura cíclica, minha vida mudou, minhas vontades, assim como minhas obrigações comigo mesmo.

Não consigo mais simplesmente olhar para as coisas erradas e fechar os olhos, como se nada tivesse acontecido, não consigo mais aceitar as injustiças e corrupções que vemos no esporte e na vida, seja estas políticas ou pessoais.

Tenho tido contato com ideais novos, novas idéias, novas atitudes e sinto cada vez mais que preciso fazer alguma coisa, não posso deixar minha vida passar e depois olhar e não ter feito nada para mudar alguma coisa que estava ruim, não consigo mais viver sem equilíbrio em minha vida.

As vezes nos dedicamos tanto a uma coisa, mesmo que tenhamos muito amor por esta, e acabamos nos desequilibrando, deixando outras coisas tão importantes quanto de lado, deixando nossa vida andar em apenas uma direção.

Ainda bem que sempre temos um momento de análise, um momento onde podemos olhar para trás e ver “o que diabo” estamos fazendo com nossas simples e mortais vidas. E você, o que esta fazendo para deixar o mundo melhor?

Acho que essa era a mensagem que queria passar nesse final de ano, por que temos sempre um novo ano, um ano que podemos mudar e tentar fazer coisas novas, com novos ideais e tentar mudar um pouco as coisas.

Analisem suas vidas, suas atitudes, vejam se tiveram um bom ano, e tracem metas para o próximo ano, eu estou traçando as minhas já... Vai ser um ano bom, mas conturbado, por que todas as mudanças são assim, mas espero no final desse processo ser uma melhor pessoa, mais equilibrada, com novos ideais e novas prioridades.Muito obrigado pela fidelidade ao blog, obrigado por lerem meus textos, e espero por vocês em 2009 para dividirmos grandes conquistas... Feliz Natal e um bom NOVO ano a todos!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Troféu Bandeirantes de Remo e Virada Esportiva.

Banner feito por Petrus Pomme

Bom dia galera do Blog Olímpico!!!

Sei que minhas atualizações andam meio devagares, mas não se preocupem, ainda tem muita coisa para sair... muitos textos estão sendo preparados, e logo mais serão publicados...

Queria avisar-los que nesse sábado, acontecerá na raia olímpica da USP, mais uma edição do mais tradicional campeonato de remo em São Paulo, o Troféu Bandeirantes.

Este é um campeonato diferenciado, por que é realizada uma única prova, no barco de 8 com timoneiro, sendo assim, os melhores atletas paulistas estarão reunidos, diputando o troféu. Este ano, a prova terá 4 barcos, representados pelos seguintes clubes: Pinheiros (atual bicampeão da prova), Paulistano, Corinthians e CEPEUSP.

Além da tradição envolvida neste campeonato, o Troféu Bandeirantes fará parte da programação da Virada Esportiva, que tem início nesse sábado e termina do domingo (varando toda a madrugada), onde estão programadas inúmeras atividades espalhadas pela cidade de São Paulo, vale a pena conferir!!!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

"Se eu fosse presidente do COB". Por: Alberto Murray

Galera, sei que é um texto enorme, mas vale muito a pena...
Esse texto escrito por Alberto Murray estava no Blog do Juca (UOL), após a dica dada pelo meu Professor Zé Augusto, não podia deixar de trazer-lo para vocês...

Se eu fosse Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, eu:

- teria vergonha de ver meu nome estampado na primeira página do maior jornal da minha Cidade, acusando-me de ter feito uma reeleicao sorrateira;

- ficaria enrubescido no corpo inteiro ao ver o outro grande jornal da minha Cidade, acusando-me da mesma coisa que o outro;

- teria dores de estômago ao perceber que a mídia de todo País condenava os meus métodos de reeleicao;

- setirme-ia- pior ainda ao verificar que ate a mídia não especializada desviara atenção para a minha reeleicao, acusando-a de ilegitima;

- pediria para sair se constatasse que o que eu fiz não agradou a ninguem, principalmente aos Atletas, que deveriam ser a voz mais importante a ser ouvida;

- enfiaria a cabeça no primeiro buraco da praia de Ipanema, feito um siri, ao prometer mundos e fundos em algum dossie de candidatura em realização de obras de infra-estrutura para o povo da minha Cidade e não ter cumprido uma meta sequer. Não teria coragem de jogar a culpa disso em cima dos Poderes Públicos;

- teria catapora ao mostrar aos membros da Organização Desportiva Pan-Americana ("ODEPA") que não fiz construir uma única dessas obras e que os "elefantes brancos" que edifiquei não ficaram, ao menos, à disposição do povo para, livremente, praticar esportes;

- ficaria sem voz ao constatar que, apesar dos bilhoes de Reais de dinheiro público empenhados nos Jogos Pan-Americanos, a opinião especializada concluísse que o legado para a minha Cidade fora zero;

- não saberia aonde enfiar a cara se o Tribunal de Contas do meu próprio País desse um retumbante NÃO à minha prestação de contas sobre alguma competiçao internacional realizada sob os meus auspicios;

- não faria de nenhuma Cidade do meu Pais candidata à sede de Jogos Olimpicos enquanto não fossemos uma potência economica com distribuição justa de renda, em saúde, educação, transporte, moradia, segurança, meio ambiente, cultura e tantos outros itens;

- pediria ao Governo que, em vez de empenhar milhões e milhões de Reais em uma candidatura fadada ao fracasso, aplicasse esse dinheiro na base do esporte, nas escolas públicas de ensino elementar. Eu colocaria minha experiência à serviço do Governo para auxiliar nessa tarefa. Chamaria de demagogo o Prefeito, Governador, ou Presidente que quisesse trazer uma Olimpíada para o Brasil;

- eu respeitaria a lei e faria licitação para todos os servicos contratados com terceiros;

- eu acabaria com intermediários, desnecessários, como agências de viagens, que ganham comissões às custas das reservas de passagens e hoteis comprados à partir do Comitê;

- eu não deixaria que qualquer membro do Comitê tivesse qualquer relacionamento empresarial com interesses financeiros ligados à àrea de esportes;

- eu tentaria passar ao povo a mensagem de que ser potência olimpica a qualquer custo é uma idiotice. Eu diria que mais importante do que contar medalhas é desenvolver na juventude o gosto pela prática do esporte para se ter uma nação mais saudável. Que após muitos anos, criando-se no País uma mentalidade Olimpica, da quantidade tiraríamos a qualidade;

- aliás, lutaria para que o Ministerio da Educação incluisse em seu programa básico de ensino a obrigatoriedade de aulas de Olimpismo, na disciplina de educação fisica, ou de história. Isso também obrigaria aos Professores estudar a materia;

- não "babaria ovo" para Presidente, Ministro, Secretário, patrocinador ou quem quer que fosse. Agiria com educação, mas não me afastaria, nunca, de meus princípios olímpicos, sendo capaz de criticar, publicamente, qualquer autoridade que eu achasse que devesse ser criticada. E de elogiar quem eu achasse que deveria ser elogiado;

- não teria o rabo preso com ninguém;

- estimularia às críticas dos outros a mim mesmo e as analisaria com humildade para, quem sabe, corrigir rumos;

- responderia a todas as perguntas da imprensa, sem destratar qualquer repórter, mesmo quando julgasse que algumas perguntas fossem provocativas. Esse, também, é o oficio deles;
- faria definições claras para a distribuição do dinheiro da Lei Piva;

- certamente, não faria sozinho esses critérios. Chamaria as Confederações, Federações, Clubes e Atletas a dar sugestoes;

- não concordaria com a "meritocracia" em que os esportes mais ricos, por terem outras fontes de renda, estariam sempre em primeiro lugar;

- tentaria achar uma forma justa de dar mais a quem tem menos, as chamadas Confederaçoes menos prestigiadas;

- exigiria das Confederações que, como um dos critérios para o repasse de verba, fosse apresentado ao Comitê a realização de trabalhos sociais, do desenvolvimento do seu esporte em comunidades pobres;

- acabaria com essas seleções permanentes e centros de excelência "de faz de conta". Ao mesmo tempo em que exigiria disciplina dos Atletas de alto rendimento, o deixaria livres para treinar em seus clubes (célula mater do esporte brasileiro), vivendo em suas Cidades, ao lado de suas familias. As seleções poderiam reunir-se, talvez, uma vez por mes. Por princípio, os Atletas de alto rendimento devem ser responsáveis por sua vida regrada. Temos que confiar no bom senso de cada um deles;

- repassaria a maior parte do dinheiro público às Confederações, às Federações, aos Clubes e ao Atletas, porque quem menos precisa de dinheiro é o proprio Comitê, cuja função não é formar o Atleta. É a de dar condições para isso;

- acabaria com verbas altíssimas de "manutenção da entidade" e daria outra destinação a essas quantias. Certamente iria para o desenvolvimento do esporte;

- daria menos festas;

- não faria publicidade nem do Comitê, muito menos de mim mesmo, com dinheiro da entidade;

- exigiria prestação rígida de contas e não admitiria um só deslize. Tratar com dinheiro publico é coisa muito séria;

- eu daria liberdade de Associação à Academia Olímpica Brasileira, deixando com que seus próprios Membros escolhessem a sua diretoria;

- apoiaria os Estudos Olímpicos, pois a base de tudo isso nada mais é do que o Olimpismo como uma filosofia de vida a ser difundida na sociedade;

- não faria média com Confederações, levando à Jogos Olimpicos Atletas com índices fracos, apenas para inchar a delegação e sair por ai dizendo "essa é a maior delegaçao bla, bla, bla…" E daí que é a maior delegação? Jogos Olímpicos coroam a vida de um Atleta e não é lugar para se ganhar experiência;

- reduziria meu próprio mandato para uma eleição de quatro anos, com direito a uma única reeleição;

- lutaria para que o mesmo fosse feito com as Federações e Confederações;

- eu revogaria, de cara, o artigo 26 dos Estatutos do Comitê, que impede que qualquer cidadão brasileiro seja candidato à Presidente e Vice-Presidente da entidade, a qual, hoje, vive do dinheiro do povo;

- faria constar dos contratos de patrocínio assinados com empresas privadas, uma cláusula inversa à de confidencialidade. Uma cláusula que exigisse do Comitê dar publicidade àqueles contratos. Se as partes não têm nada a esconder, esse é o único caminho;

- incentivaria a literatura olímpica e esportiva de uma maneira geral, de forma mais democrática;

- tentaria dar aos nossos talentos excepcionias o tratamento especial que eles merecem. Mas não os confinaria em "campos de concentração". Eu teria que acreditar no bom senso desses Atletas e em sua auto-disciplina. Se ele quer ser um grande Atleta, deve partir dele, antes de tudo, a responsabilidade pelos seus atos. Atleta-talento sem responsabilidade não é Atleta. Quem tem a perder é somente ele. E perderia mesmo, se fosse um irresponsável e não soubesse aproveitar as boas oportunidades;

- eu daria mais ênfase às competições nacionais estudantis e universitárias. O esporte universitário é uma das coisas mais bonitas que existem nesse meio;

- lutaria pela criação de uma agência nacional de esportes, a ser tocada por técnicos com mandato, livres de influências politicas, para fazer um planejamento a longo prazo para o esporte brasileiro;

- eu acabaria com a Casa Brasil em Jogos Olímpicos, que acaba não servindo para nada. Ou se quisessem fazê-la, que fosse por conta e ordem da iniciativa privada;

- eu não levaria presentinhos para os Membros do Comitê Internacional Olímpico. Isso não dá prestigio a ninguém. Eu tentaria obter o prestígio deles pela seriedade e clareza de minhas posições;

- exerceria a função com autoridade, mas, nunca, com autoritarismo;- eu acho que eu seria o maior crítico de mim mesmo, que seria capaz até de me fazer auto-oposição em alguns momentos.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Imagem da Semana - Vela.

Foto retirada durante os Jogos Olímpicos de Pequim - Site Terra.

domingo, 26 de outubro de 2008

3° Troféu Brasil de Remo Unificado – Final.



Foram 6 dias interruptos de competições na raia olímpica da USP, mas ontem, sábado 25 de outubro, o 3° Troféu Brasil de Remo chegou ao seu final.

Foi um campeonato marcado por muitas coisas, entre elas, podemos destacar algumas coisas boas e outras nem tanto. Do lado bom, como sempre, está atrelado aos atletas que deram um show de força de vontade, técnica e raça, correndo sempre com total empenho suas provas.

Agora, outras coisas não saíram tão bem, principalmente por conta da própria confederação, que em ano eleitoral marcou o campeonato com atitudes suspeitas, afinal, a disponibilização de barcos (os “intocáveis barcos italianos”) para todos, foi um tanto quanto incomum.

A grande realidade é que o campeonato nacional foi marcado por uma “extrema politicagem”, todos os presentes puderam sentir um clima meio pesado no ar, e isso ainda ficou mais presente quando um grupo da oposição manifestou-se contra a Confederação.

Muitos aderiram inclusive o que aqui escreve, com camisetas levando uma nova ideologia, uma “Nova CBR” estampada no peito. O circo pegou fogo. Afinal de contas, já são quase 17 anos do mesmo governo no remo e os resultados não apareceram, esta na hora de mudar, mas com certeza essa manifestação comandada pelos clubes de São Paulo e do Sul não “ficará impune” caso a situação se reeleja (como sempre nesse país).

Bom, voltando a parte boa, podemos destacar sem a menor dúvida a evolução do remo paulista, que deu um show no campeonato. O Clube Atlético Paulistano ficou com a 3° colocação no geral (resultado extra-oficial) com 4 ouros, 3 pratas e 2 bronzes, e ainda somado com os resultados obtidos pelo Esporte Clube Pinheiros, a soma fica ainda melhor. O Pinheiros conseguiu 2 de ouro, 3 de prata e 1 de bronze. O Bandeirante teve uma medalha de cada e o Corinthians fechou o campeonato com uma de bronze.

O grande campeão do campeonato foi o Vasco da Gama, que conquistou 9 ouros, 7 pratas e 4 bronzes, levando para o Rio o Bicampeonato Brasileiro, deixando mais uma vez o clube gaúcho Náutico União com a segunda colocação (lembrando que não existe uma premiação oficial ao clube com maior vitórias, é uma contagem extra-oficial, um campeonato moral).

Dentro das conquistas paulistas no último dia, tenho que destacar o bicampeonato de Luciana Granato no Single Skiff Peso Leve, remadora do Paulistano, que venceu com certa folga a prova. Luciana foi a Pequim, junto de Camila Carvalho, no Double Skiff Peso-Leve. Camila (Vasco) também disputou a prova, ficando com a 2° colocação e Ana Pallassão (Paulistano) fechou o pódio com o 3° lugar.

Também no último dia de competições, o 2 sem timoneiro campeão brasileiro Sub-23 deste ano, dos remadores Renan e João (destaque da matéria do dia 23/10) disputaram a prova na categoria Sênior, e conseguiram uma suada segunda colocação. Travaram uma briga infernal com a guarnição do Clube Pinheiros e também do Vasco da Gama, estes chegaram na 3° e 4° colocação respectivamente.

Apesar dos pesares, como foi dito no começo deste texto, o campeonato, ainda que cheio de falhas e disputas extra-raia, foi de um ótimo nível graças aos atletas brasileiros, que ainda levam muito a sério este campeonato.

Graças a eles, o remo brasileiro ainda há de evoluir, basta a cartolagem parar de “brigar” entre si e começar a fazer algo sério pelos protagonistas do esporte, os atletas.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

40 anos. Uma conquista e um atleta esquecido...

Foto retirada do site UOL Esportes.

Por acaso fiquei sabendo de uma história incrível que iria passar totalmente despercebida, se não fosse a reportagem (ótima) do UOL Esportes com o Pugilista Paulista, Servílio de Oliveira.

Servílio de Oliveira não virou nome de campeonato, não virou nome de referência nacional, e definitivamente é pouco lembrado na mídia brasileira, porém foi esse Servílio de Oliveira que conquistou a única medalha olímpica no boxe para o Brasil, um bronze, há 40 anos, nos Jogos Olímpicos do México.

Naquela época, era apenas um garoto apaixonado pelo seu esporte, tinha apenas 20 anos, e pouca vivência (principalmente internacional), que em seu ponto de vista, lhe custou à medalha de ouro.

Era uma época diferente, como conta na entrevista: Antigamente era uma época romântica, não havia muito incentivo, você treinava porque suava a camisa mesmo para defender um clube. Isso não acontece hoje com o profissionalismo do boxe e de todas as modalidades, haja vista o futebol, em que os moleques de 13 anos já visam a contratações astronômicas. Antigamente dava satisfação defender o país. Hoje, eu tenho as minhas dúvidas.

Na entrevista, Servílio conta que não haverá nenhuma homenagem por parte da confederação brasileira de boxe ou pelo COB (?), que apenas o Sesc de Santos e Itaquera o convidaram para dar palestras e fazer-lhe uma pequena homenagem pelo aniversário de 40 anos da conquista.

Hoje o ex-pugilista que trabalha em São Caetano como treinador e empresário, ainda comenta o desempenho dos brasileiros nos últimos anos, destacando o incentivo que o boxe recebe hoje do governo, que para ele, mudou o cenário amador do esporte no país, mas ainda a transição dos amadores para o profissional é muito difícil, é nesse período que se perdem muitos talentos.

Quem quiser ler a entrevista na integra, vale muito a pena, o link é o seguinte: http://esporte.uol.com.br/boxe/ultimas/2008/10/24/ult4358u214.jhtm

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Troféu Brasil de Remo – Sobrevivendo ao Inferno.

Renan e João do Paulistano - Campeões no 2- Sub 23


O troféu Brasil chega a seu 2° dias de finais. E por enquanto os cariocas do Vasco da Gama vão levando vantagem na soma das vitórias, já são 6 vitórias, contra as 3 vitórias do União e do Paulistano. Mesmo não existindo uma premiação geral, já é uma tradição a contagem das vitórias, onde de forma extra-oficial se determina o campeão do evento.

O paulistano hoje teve mais uma grande vitória na prova do 2- Sub-23. Esta prova é do Paulistano desde 2002, quando eu e meu ex-companheiro de barco Panayote Damilakos vencemos pela primeira vez. Porém hoje o 2- Paulistano é muito bem representado pelos “invencíveis” e integrantes da seleção brasileira Renan de Castro e João Pallassão. Eles defendem o título da prova desde 2005.

A prova que participei foi super disputada, até os metros finais. A briga foi pelo terceiro lugar da prova do Single Skiff Homens (prova individual de peso aberto), porém mesmo com todo meu esforço fui derrotado pelo meu companheiro de clube Marcelo Campos, que ficou com o Bronze, dando a primeira medalha ao Bandeirante nesse evento.

Mas ainda temos outro dia de competições, amanha (sexta-feira) serão realizadas as últimas eliminatórias para que sábado aconteçam as últimas finais e o encerramento de mais um torneio nacional. Ainda tenho chances de subir ao pódio, agora eu e meu companheiro Marcelo temos uma tarefa difícil pela frente, um Double Skiff Pesado... Mas como dizem por ai.... Vamos que vamos...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Enquete

Fala galera...

A enquete sobre a aprovação da nova cara do Blog terminou, e tivemos uma aprovação de 85%!!!

Agradeço muito aqueles que votaram, apesar de poucos votos, sei que foi representativo o resultado, mas agora, coloquei outra enquete, quero saber de você, meu leitor, o que mais gosta de ler aqui no Blog Olímpico... Coloquei algumas opções, caso você escolha a alternativa, "Outros", deixe um comentário dizendo sobre o que gostaria de ler... votem e me ajudem a deixar o Blog Olímpico ainda melhor...

Abraços

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Do Céu ao Inferno...



Acho que não dava para ser pior...
Essa é a frase que encontrei para descrever meu desempenho hoje. Sabe quando vemos atletas dando entrevistas dizendo, “hoje não era meu dia”, pois é, não sou muito chegado nesse tipo de desculpa, mas hoje, não foi meu dia.
Já comecei o dia mal, não consegui remar bem a eliminatória, onde classificavam os 3 primeiros de uma série de 5 barcos, coisa rara no remo, onde geralmente classifica-se nessa fase apenas o primeiro. Apesar da “moleza”, consegui ficar em 4° lugar e cai para a repescagem.
A repescagem foi embaixo de muito sol e ar seco, ao 12h20min (incrível como no esporte essas coisas acontecem, santa ignorância), consegui me classificar, vencendo a única bateria, podendo então disputar as semifinais da tarde, onde mais uma vez, me encontraria com um destino, um tanto quanto amargo.
Cai (talvez) na chave mais complicada, e não deu outra, um 5° e amarguíssimo lugar, e pela primeira vez na minha vida, fiquei de fora de uma final de campeonato (classificavam-se mais uma vez os 3 primeiros).
Do céu ao inferno em um dia. O pior é olhar para trás e ver o quanto me dediquei, o quanto treinei para essa competição (sempre o primeiro a entrar na água e o último a sair) e simplesmente ter um resultado pífio assim. Quando me perguntam a causa desse resultado, simplesmente não consigo explicar, encontrei o conforto de uma resposta na frase já mencionada acima, hoje não era meu dia...
Como diz meu ídolo Balboa, o importante, não é o quanto você bate, mas sim o quanto você agüenta (apanhar) e continuar em pé, é quanto você agüenta, cai e levanta e continua... Acho que nunca sofri uma “porrada” tão grande, uma frustração tão intensa, mas amanha tenho que levantar-me cedo para poder alinhar meu barco, para a disputa de uma inédita Final B (do 7° ao 12°), esquecer do sonho dourado de um retorno triunfal, que me motivou o ano inteiro (uma medalha nesse torneio), e tentar reerguer a cabeça, continuar...
ps: a imagem é do remador Rob Waddell, campeão olímpico em 2000, retirada no site oficial da seleção da Nova Zelandia de Remo, achei perfeita para ocasião, nem é preciso explicações né?!

Primeiro dia - Troféu Brasil de Remo.


Fala galera do Olímpico...

Não tenho muito tempo para contar a todos como foi a primeira manhã no campeonato nacional de remo, por que daqui a pouco saio novamente para a Raia Olímpica da USP para disputar as semifinais do Single Skiff Peso Leve, mas posso adiantar que na manha de hoje foram realizadas boas provas, porém todas pertencem a 1° fase, ou seja, foram todas eliminatórias.

Deixo um link com todos os resultados do dia, sei que não é a mesma coisa que ler um texto discritivo sobre tudo que aconteceu, mas pelo menos, podem acompanhar um pouco o que esta acontecendo na USP.


Abraços

Ps: Assim que tiver outra oportunidade posto mais novidades sobre o evento!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Imagem da Semana - C2 Húngaro.


Olá galera do Blog Olímpico...

Estou trazendo mais uma novidade... todas as sextas-feiras do mês estarei postando uma imagem, a "imagem da semana".

A idéia é trazer um pouco da arte da fotográfia esportiva para vocês, podendo então abrir espaço para discuções, emoções e viagens que estas fotos possam criar...

Ah, quem tiver como hobby a fotográfia esportiva e quiser compartilhar e divulgar seu trabalho, entre em contato comigo, assim encontraremos uma forma de disponibilizar seu trabalho.

A primeira foto desse mês é de uma dupla húngara da canoagem, a foto foi retirada durante os Jogos Olímpicos e ficou disponivel no Site Terra...

Espero que aprovem a ideia!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

3° Troféu Brasil de Remo Unificado.



Esta chegando a hora do mais importante campeonato de remo em nosso país, claro, estou falando do 3° Troféu Brasil de Remo Unificado, que será realizado na próxima semana, dos dias, 20 a 25 de outubro.
Já faz três anos que a CBR (Confederação Brasileira de Remo) resolveu juntar em apenas um campeonato todas as categorias do remo brasileiro, Junior, Sub 23, Sênior (peso-leve e aberto) em ambos os sexos. Mas neste ano teremos 2 novidades.
Uma delas será o Torneio Novos Talentos, que visara à preparação de uma nova equipe para uma futura competição internacional promovida pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), os Jogos da Juventude, que será como uma espécie de Jogos Olímpicos Juvenis.
A outra novidade será a inclusão de 2 provas do remo adaptado ou paraolímpico, ambas serão disputadas no canoe, barco semelhante ao utilizado pelos remadores paraolímpicos em competições internacionais. As provas serão realizadas tanto no feminino quanto no masculino, com presença de remadores olímpicos.
Bom o lado ruim de um campeonato com tantas provas (serão disputadas 32 provas, sendo que boa parte destas terão fases eliminatórias) é que ele será realizado durante a semana, o que dificulta e muito a presença do público.
O ideal seria que as finais fossem disputadas no final de semana e as fases eliminatórias durante aos dias da semana, porém por motivos técnicos de dobra de atletas (participação em mais de uma prova) boa parte das finais serão realizadas durante os dias de semana, uma pena.
Bom quem quiser saber mais sobre os horários de competição, recomendo que acesse o site da Confederação Brasileira de Remo na coluna de link na lateral direita do blog.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Bem-Vindos!

Sejam vem vindos, a nova casa do Blog Olímpico, como vocês podem ver, esta mais moderno e bonito, mas principalmente esta mais organizado, por conta que existe nesse novo blog um sistema de armazenamento de textos muito mais interessante, coisa que não tínhamos anteriormente, ou seja, lá os textos se perdiam, morriam.
Agora temos essa nova configuração, onde você, meu leitor, poderá vasculhar os antigos textos (todos os textos publicados foram trazidos, são 142 textos publicados), leia e releia, emocione-se.
Ah, como ia esquecer, se atente também as enquetes que serão colocadas com freqüência, para criar uma comunicação melhor, assim saberei das preferências de vocês, melhorando então o material disponibilizado.
Bom, era isso galera... Espero que gostem!!!
Abraços
Matias

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Democracia as Avessas!


No texto que escrevi ontem falava de um presidente que visa a melhoria do desporte nacional, até comentei, justamente no titulo do texto, que Lula era um exército de um homem só, por que personagens como Arthur Nuzman (entre tantos outros) são os que complicam o avanço do esporte nacional, olhem só o que aconteceu desde ontem até hoje.
Nosso ilustríssimo presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, resolveu convocar em regime de urgência, novas eleições para o cargo que esta representando no momento. Porém existem certas normas a serem seguidas pelo COB e também leis civis quanto ao tema de eleições.
Não sou advogado e também não tenho profundo conhecimento nas leis eleitorais, porém essas eleições às pressas foram de uma estranheza incrível. A votação para presidente foi feita em um Sub-Solo de um hotel no Rio de Janeiro, onde compareceram 31 dos 36 representantes do “colégio eleitoral esportivo”, vulgo, as confederações.
Bom, o resultado foi a reeleição de Nuzman por mais 4 anos, porém isso era inevitável já que não existia uma chapa de oposição (e também quem sabia dessas eleições a não ser ele mesmo?).
Em entrevista a ESPN, Nuzman fala como se nada de mais tivesse acontecido, inclusive minimiza o fato de não haver uma chapa opositora, dizendo que não via problema nisso.
Bom, caro Nuzman, chapa única, eleições na calada da noite, falta de informações, pressão política sobre as confederações, tudo isso não têm problema também? Ferir o regime democrático também não tem problema? Fazer de “trouxas” todos os brasileiros, todos os esportistas deste país, também não deve ter problema nenhum, não é mesmo?
Agora, nosso presidente irá cumprir seu mandato até 2012, onde completara incríveis e democráticos 17 anos no poder. Por que tanto tempo no poder, por que tanto tempo?
Bom, agora o futuro será assistir as cômicas e bizarras entrevistas de nosso “líder” esportivo, ver e ler as distorções nos resultados de nosso esporte, que em seus olhos evolui a cada ano, sempre com mais medalhas, melhores resultados, mais dinheiro, mais tudo, porém, basta ver o quadro de medalhas da última olimpíada (Pequim) e ver nossas míseras 3 medalhas douradas.
Parabéns a democracia, a justiça e claro a reeleição de nosso presidente e líder esportivo Carlos Arthur Nuzman!!!

Um exercíto de um homem só.


Mesmo com o mundo passando por uma grande crise econômica, devido à recessão econômica dos EUA, ontem o nosso ilustre presidente deu um tempo na loucura dos mercados para receber em Brasília alguns dos atletas (olímpicos e paraolímpicos) que estiveram em Pequim, em geral, os que estavam eram medalhistas e além (claro) da propaganda “gratuita” ao governo, Lula disse algumas coisas realmente interessantes e relevantes ao desporte nacional.
O Presidente da República cobrou em seu discurso, um projeto olímpico do COB, cobrou organização e disse que ainda não foi feito o que tem de ser feito para o Brasil tornar-se uma verdadeira potência olímpica e deixar de uma vez por todas de ser uma eterna promessa.
"Tenho mais dois anos e dois meses. Estou convencido que ainda não fizemos o que precisa ser feito" Disse o Presidente em seu discurso, e ainda disse mais: "Quero que vocês montem um esquema com proposta que eu me disponho junto com vocês a arrumar os 50, 100, 150 maiores empresários do Brasil para ajudar. Se nós quisermos nos transformar numa potência olímpica, precisamos não de gastos, mas de investimentos".
A verdade que as palavras de Lula na tarde de ontem foram fortes e especiais, de talvez o único presidente (pelo menos em minha curta experiência política) que realmente se importe com o desporte nacional, tudo bem, falta tanta coisa, tantos investimentos como ele próprio ressaltou, mas não me lembro de outro presidente que falasse tanto em esporte como o Lula, ou que recebesse com tanta freqüência atletas no palácio do governo.
Acredito que o primeiro passo para o Brasil tornar-se algo no cenário mundial esportivo já foi dado, que é justamente reconhecer as nossas deficiências, e estamos procurando melhorar-las, mas já que nosso presidente se empolga tanto como nosso esporte, poderia então, quem sabe lançar novas leis de incentivo e de organização do desporte nacional.
Leis de incentivo a patrocínios, aos clubes, as ong’s, a tudo que trate com o desporte brasileiro, e leis que regessem o desporte brasileiro de uma forma eficaz e rigorosa, uma lei que, por exemplo, limite o tempo de governo de cada confederação, limitando assim o tempo do mesmo “presidente” no cargo, para evitarmos esses “imperadores” que passam 15, 20, 25 anos no poder.
Quem sabe um dia...

Amor ao Esporte.

Foto retirada no site www.worldrowing.com

Qual é para você, o fator mais te motiva?
Bom, dentro do esporte esse fator, ou fatores, são fundamentais e fazem toda a diferença. São esses fatores (motivantes) que levam determinados atletas ao seu limite e alguns deles são fortíssimos.
Durante a 1° Copa Pinheiros de Remo, pude presenciar um desses grandes fatores. Foi durante a semifinal com um remador júnior do Rio Grande do Sul, do Guaíba de Porto Alegre (GPA), um clube muito tradicional, porém que vive uma fase difícil, já que regionalmente e nacionalmente, o Náutico União tem maior destaque. Esse remador se chama Denis Araujo (atual campeão brasileiro de sua categoria).
Antes da largada, enquanto esperávamos todos amontoados já em nossos barcos a liberação da raia, ele falou com outro competidor as seguintes palavras:
- Essa é a nossa chance de vencer-los, (...) eles remam pelo dinheiro e nos pelo amor ao esporte (...)!
Naquele momento, sabendo que era ele o meu principal rival para a classificação à final do evento, pensei comigo, como vencer um cara desses? Mas durante o aquecimento, cheguei a conclusão que estou no esporte pelo mesmo motivo, não é pela grana, mas sim pelo amor ao esporte.
Foi uma batalha duríssima (ler o texto no blog Pão na Chapa*), mas que no final, independente de quem cruzou a linha de chegada, foi o amor ao esporte que venceu.
O remo é um esporte cruel, onde as oportunidades são raras e quase sempre aparecem para aqueles que não as merece. Um esporte repetitivo e que muitas vezes beira o insuportável, mas são fatores como este, que fazem alguns atletas levantarem todos os dias na madrugada para treinar.
Sei que o remo não é o único esporte que carrega essa sina, alias gostaria de saber qual esporte competitivo de alto rendimento não é assim? Sem alguém souber me avisa ok?
Amar aquilo que se faz, ser feliz em meio de tanta loucura, em meio a tanto esforço, será que ainda estou falando só do esporte? Acho que não, amar é o segredo da vida, não é para mal que tantos poetas escreveram sobre o amor ao longo da história, não é para mal que desde os tempos das cavernas, vemos pinturas rústicas de homens com suas mulheres, juntos.
Amar a sua amada (o), a sua família, amar sua profissão, amar a tudo e a todos, tem que ser esse, sempre, o nosso principal fator motivacional, nunca podemos trocar as posições, por que afinal, nessa equação da vida, a ordem dos fatores definitivamente, influência no resultado final.
E quando achamos que já sabemos tudo (nesse caso especifico do remo), vemos que temos muito a aprender, muito a entender sobre o nosso mundo... Estejam sempre abertos a esses momentos de descoberta, afinal um “garoto” pode ter muito a ensinar, e dar-te uma lição de vida com apenas uma frase.

* No Blog Pão na Chapa, meu amigo e professor Zé Augusto descreveu justamente o dia desta semifinal e escreveu com tamanha maestria e emoção que nem me atrevo em contar a mesma parte da história, então, acessem
http://zeguto.blog.uol.com.br/ e desfrutem de um belíssimo texto.

Um sincero pedido de desculpas...


Estava assistindo a televisão sem pretensões, esperando o tempo passar. Justo passando de canal de forma frenética e sem rumo, encontro um programa do qual gosto muito, que é o Juca Entrevista da ESPN, me deparei com um texto excelente de um Professor da Universidade Federal de Brasília que escreveu uma carta de desculpas aos atletas brasileiros. Aliada com uma espetacular edição de imagens dos atletas brasileiros em Pequim a abertura do programa ficou sensacional (sem contar o programa em si que foi ótimo).
Sei que muitos não tiveram a oportunidade de assistir este programa e podem vir a perder a reprise, consegui encontrar o texto de Ronaldo Pacheco em um Blog de Educação Física. Espero que gostem...

Desculpas aos atletas Brasileiro

Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;
Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;
Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;
Desculpem pela falta de incentivo na base;
Desculpem pela falta de praças esportivas;
Desculpem pelo discurso de que “o esporte serve para tirar a criança da rua” (é muito pouco se for só isso!);
Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;
Desculpem se muito cedo lhe tiraram o “esporte-brincadeira” e lhe impuseram o “esporte-profissão”;
Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;
Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um “exame de faixa”;
Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos;
Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;
Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;
Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;
Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas;
Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;
Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;
Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);
Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a “Lei do Gérson” (coitado do Gérson);
Desculpem pelos secretários de esporte de “ocasião”, cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);
Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;
Desculpem por pensar em organizar “Olimpíadas” se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;
Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se “exilarem” no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;
Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum;
Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;
Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;
Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;
Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;
Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.

Prof. Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho

Brasil com a 9° colocação em Pequim, 47 medalhas!


Terminou hoje os Jogos Paraolímpicos, e o Brasil se sustentou entre os 10 melhores países da competição, terminou em 9° lugar, a frente de grandes potências no esporte. Foram 16 medalhas de ouro, 14 de prata e 17 de bronze, somando um total de 47 medalhas.
Sem a menor dúvida o Brasil paraolímpico deu um show na China, mas um show para poucos interessados, para poucos espectadores, para poucos torcedores.
Mas esses poucos foram em nosso país, por que ao contrário do que foi visto nos Jogos Para-Pan (versão paraolímpica dos Jogos Pan-Americanos) do Rio de Janeiro e até mesmo dos últimos Jogos realizados na Grécia, havia milhares de chineses nos estádios, principalmente acompanhando as provas da natação e do atletismo (competições mais transmitidas pela nossa televisão – Sportv).
Em um país tão julgado pela sua falta de humanismo, os chineses foram os mais humanos anfitriões dos jogos paraolímpicos. Com direito a festas de abertura e encerramento incríveis (para aqueles que não viram, basta ver as fotos espalhadas pelos sites de informação hoje), de uma estrutura impressionante para todos os deficientes, e acima de tudo, por sorrisos sinceros.
Por que a verdade é que não aprendemos a lidar com os deficientes, não fomos ensinados na escola, não tivemos amiguinhos com algum problema de formação, por que estes temem o preconceito, e a discriminação pelos chamados normais.
Por causa dessa segregação temos dificuldades, sempre que nos deparamos com um ficamos totalmente sem ação, não sabemos nem como oferecer ajuda, caso este esteja necessitando. Sentimos logo de cara, pena, dó e não conseguimos ver a normalidade do ser humano, de seu espírito, de seu coração, que estes, apesar de um pouco mais sofridos que os nossos, são iguais.
Por isso que em outro texto citei que os Jogos Olímpicos deviam englobar os Jogos Paraolímpicos, afinal por que segregar? A idéia não é unir, socializar, os “marginalizados” deficientes físicos? Então por que ter um campeonato separado, um campeonato ou evento que se chame PARAolímpico, PARA de paralelo? De paralítico?
Essa aversão aos deficientes físicos deve deixar de existir o mais rápido possível, talvez um dos esportes no Brasil que tem mudado um pouco esse conceito é o REMO. Em São Paulo, dentro do campeonato paulista, já existem provas especiais para o chamado REMO ADAPTADO, assim, deficientes e não deficientes dividem as mesmas medalhas, as mesmas competições e os mesmos sentimentos. Afinal de contas, somos todos remadores, todos seres humanos.
Pena que por causa dessa segregação, nem um terço do Brasil vai ficar sabendo do que Daniel Dias fez na natação (com suas 9 medalhas), ninguém vai saber quem é Antonio Tenório e seus feitos (tetra-campeão olímpico de Judô), de Lucas Prado, imperador das pistas de atletismo (com 3 ouros) e tantos outros heróis, que deixaram na China seu suor e seu sangue por uma Pátria que ainda teima em ignorar-los.
Queria deixar aqui, registrado, um pedido de desculpas por não ter colocado mais informações sobre nossos atletas, infelizmente as Paraolimpíadas me pegaram em semanas difíceis de minha vida pessoal, entre estudos e treinos, mas quero ressaltar que não foram ignorados ou esquecidos, todos os 118 atletas fazem parte da história deste blog, e sem a menor dúvida da história do esporte brasileiro. Parabéns a todos, por não desistirem jamais...

Copa Pinheiros de Remo.


Nesse próximo final de semana, na raia olímpica da USP, o Esporte Clube Pinheiros estará promovendo um campeonato de proporções inéditas para o remo paulista.
Em uma alusão a um antigo campeonato chamado Fita Azul do Remo Brasileiro, que era promovido pelo Clube Espéria, o Pinheiros incrementou-o, transformando este antigo campeonato em algo muito mais moderno e com um nível altíssimo de competidores.
Esta nova versão da Fita Azul, organizada pelo Pinheiros foi batizada de COPA PINHEIROS DE REMO.
Neste campeonato apenas participarão remadores de Skiff’s, barcos individuais, em três categorias: Junior, Sênior Peso-leves e Sênior Absolutos (sem limite de peso). Em ambos os sexos. Porém todas as categorias competirão entre si, dessa forma serão conhecidos no final do campeonato os campeões gerais (de cada sexo) e os campeões de cada categoria.
Além disso, o Pinheiros oferecerá de forma inédita premiação em dinheiro para os três primeiros classificados no masculino e no feminino (sem diferença de valores) e mais prêmios para os vencedores de cada categoria.
A COPA PINHEIROS DE REMO iniciará nesta sexta, na raia olímpica da USP, a partir das 9 horas da manhã e continuara por todo o final de semana, tendo as finais no domingo, também começando as 9 horas da manhã.
A entrada é franca, e vale muito a pena assistir este campeonato que esta prometendo ser um divisor de águas do remo paulista e também, brasileiro.

Bronze (alegria e revolta) no REMO.


É difícil fazer história, ainda mais no esporte.
É difícil fazer notícia, ainda mais no esporte.
Então imaginem fazer história em um esporte paraolímpico, que por sua natureza, não é notícia.
Esse é o caso da primeira dupla brasileira a conquistar uma medalha olímpica no remo. Mereceram míseros décimos de segundo na rede Globo de televisão, e míseras linhas nos principais sites brasileiros.
Miserável é o esporte nacional, que não da a menor atenção ao que nossos atletas estão fazendo agora em Pequim, e sim, preocupam-se com Ronaldinho, Robinho (?) e outros jogadores da ridícula seleção brasileira de futebol.
Tá tudo bem, você deve estar afirmando que estou exagerando, posso até estar, mas tratando-se de paraolimpíadas poderiam estar passando muito mais informações sobre as conquistas brasileiras.
Sim, estou indignado, por que ao contrário das olimpíadas, os jogos paraolímpicos têm apenas 20 modalidades, é algo muito mais fácil de cobrir e o que vemos são apenas transmissões do Cubo d’Água e do Ninho de Pássaro, sendo que estão acontecendo um monte de outros eventos.
Em um desses “outros” eventos o Brasil fez história hoje, com Joseane Lima e Elton Santana, eles correram de forma magistral a final A do Double Skiff misto, na classe TA (apenas os braços e tronco se movimentam).
A dupla brasileira saiu na frente, e manteve-se na primeira posição até um pouco mais que a metade da prova, quando foi superado por outras duas embarcações, terminando assim com a INÉDITA 3° COLOCAÇÃO OLÍMPICA, 1° MEDALHA BRASILEIRA NO REMO!
Tenho toda a certeza que essa medalha não vai mudar nada no remo, afinal, mal foi divulgada, imagina então, se ela vai ser “contabilizada” na história do remo nacional? Mas torço para que essa medalha mude muito a vida desses dois remadores, e se tudo der certo, ajude a trazer mais investimentos para o remo adaptado, ESTREANTE nos Jogos Paraolímpicos.
Além da dupla brasileira, tivemos mais 3 barcos, entre eles, a atual campeã mundial no Single Skiff, Cláudia Santos conseguiu classificar-se para a Final A, mas sem ritmo de competição (já que não participou de nenhuma regata no ano (?)), acabou sendo superada por todas as rivais, terminando com a 6° colocação no geral.
Mesmo em um momento de pura alegria, conseguimos ficar indignados e tristes com o descaso da mídia com o esporte brasileiro. Mesmo com esse sentimento misturado de alegria e revolta, quero deixar claro, os meus PARABÉNS AOS REMADORES BRASILEIROS E AOS 1° MEDALHISTAS DA HISTÓRIA! PARABÉNS JOSEANE E ELTON!!!

O Brasil ocupa no momento a 7° colocação no quadro geral de medalhas, com 9 medalhas de ouro, 7 de prata e 10 de bronze, em um total de 26 medalhas!!!
Graças a meu amigão Zé Augusto, temos um video, do site do Terra, para aqueles que quiserem ver o desempenho da dupla brasileira... Obrigado Zé...
http://terratv.terra.com.br/paralimpicos/templates/ol_ondemand.aspx?contentId=210295