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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

40 anos. Uma conquista e um atleta esquecido...

Foto retirada do site UOL Esportes.

Por acaso fiquei sabendo de uma história incrível que iria passar totalmente despercebida, se não fosse a reportagem (ótima) do UOL Esportes com o Pugilista Paulista, Servílio de Oliveira.

Servílio de Oliveira não virou nome de campeonato, não virou nome de referência nacional, e definitivamente é pouco lembrado na mídia brasileira, porém foi esse Servílio de Oliveira que conquistou a única medalha olímpica no boxe para o Brasil, um bronze, há 40 anos, nos Jogos Olímpicos do México.

Naquela época, era apenas um garoto apaixonado pelo seu esporte, tinha apenas 20 anos, e pouca vivência (principalmente internacional), que em seu ponto de vista, lhe custou à medalha de ouro.

Era uma época diferente, como conta na entrevista: Antigamente era uma época romântica, não havia muito incentivo, você treinava porque suava a camisa mesmo para defender um clube. Isso não acontece hoje com o profissionalismo do boxe e de todas as modalidades, haja vista o futebol, em que os moleques de 13 anos já visam a contratações astronômicas. Antigamente dava satisfação defender o país. Hoje, eu tenho as minhas dúvidas.

Na entrevista, Servílio conta que não haverá nenhuma homenagem por parte da confederação brasileira de boxe ou pelo COB (?), que apenas o Sesc de Santos e Itaquera o convidaram para dar palestras e fazer-lhe uma pequena homenagem pelo aniversário de 40 anos da conquista.

Hoje o ex-pugilista que trabalha em São Caetano como treinador e empresário, ainda comenta o desempenho dos brasileiros nos últimos anos, destacando o incentivo que o boxe recebe hoje do governo, que para ele, mudou o cenário amador do esporte no país, mas ainda a transição dos amadores para o profissional é muito difícil, é nesse período que se perdem muitos talentos.

Quem quiser ler a entrevista na integra, vale muito a pena, o link é o seguinte: http://esporte.uol.com.br/boxe/ultimas/2008/10/24/ult4358u214.jhtm

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Gabriele Andersen


Em 1984, ano que estava nascendo, aconteciam os Jogos Olímpicos nos EUA, mais precisamente em Los Angeles.
Essa olimpíada foi marcada pelo boicote feito por países comunistas, em principal, pela União Soviética, em forma de retaliação pelo boicote realizado pelos EUA, nos Jogos de 1980, em Moscou.
Mas foi durante esses Jogos que aconteceu uma das cenas mais intensas da história dos esportes. Uma cena protagonizada por uma mulher de 39 anos, uma Suíça de nome Gabriele Andersen.
O contexto era o seguinte: Uma maratona, ou melhor, a primeira maratona feminina da história dos Jogos Olímpicos. Uma época onde os preconceitos contra as mulheres ainda era muito forte, e todos diziam (especialistas em esportes, médicos, políticos, todos que tinham boca, falavam) que essa prova era um absurdo e que as atletas não teriam condições de finalizar a prova.
Largaram 50 mulheres e cruzaram a linha de chegada 44. A prova oficialmente foi vencida por Joan Benoit, uma americana, mas para mim e muitos no mundo todo, a medalha de ouro deveria ter sido dada a essa suíça que terminou na 37° colocação.
Gabriele entrou no estádio olímpico sozinha. Apenas acompanhada de sua perseverança e muita vontade de vencer. Mal podia se sustentar em pé, cambaleando, ameaçando até cair, recusou a ajuda médica, por que queria terminar a prova.
Aparentando estar desmaiada, seu corpo ainda continuava, todos os torcedores a ovacionaram, estavam todos de pé, caminhando e fazendo força junto com ela. Acompanhada de perto por dois médicos e com uma equipe esperando na linha de chegada, a Suíça foi indo em direção ao final da prova, passo a passo.
No último passo, ao cruzar a linha de chegada, Gabriele desaba nos braços dos médicos, visivelmente exausta fecha os olhos e apaga.
Depois em uma entrevista, a principal personagem dos jogos conta que queria terminar de qualquer forma a prova, por que era sua última oportunidade por conta de sua idade.
Acho que talvez no fundo de seu coração existissem mais motivos. Independente disso foi incrível ver a superação dela, uma marca para a história.
Casos como esse são raros, são pessoas especiais, que tem uma força de vontade sobre natural, mas nos faz pensar sobre o nosso dia-a-dia.
Será que nossos problemas não podem ser superados? Aqueles momentos difíceis de dor, de angustia não podem ser vencidos, mesmo que nos levem a exaustão?
Penso nisso todos os dias quando estou treinando, será que as mãos sangrando, as pernas e costas doendo, a respiração acelerada e o cansaço são motivos para desistir? Mas a dor e vitória andam realmente juntos? Desistir é fraquejar? Ou é apenas teimosia?
Não sei, acho que nunca fui exigido tão ao extremo, como Gabriele foi, mas ela decidiu. Mesmo que tenha sido de forma inconsciente (ou não), ela não queria desistir, queria apenas terminar a prova, queria vencer ela mesma.
Acho que a principal lição que se pode tirar, é que não existe limite ou derrota anunciada, existe apenas a vontade de vencer. O quanto se está disposto a entregar-se totalmente seja nas pistas, piscinas, raias, no escritório, no relacionamento... Não existe o impossível, existe o não querer, a falta de vontade.

Esse texto é dedicado a minha mãe, heróina e a maior "atleta" de todos os tempos e a todos (as) os "atletas" do dia-a-dia que se superam e vencem seus maiores desafios. Abaixo esta o vídeo com a espetácular chegada de Gabriele... Bom feriado a todos... Até.


Antigos Heróis.



É impressionante a capacidade que temos de esquecer a nossa história. Ou até melhor dizendo, de não conhecer-la (leia isso como falta de vontade de conhecer).
Isso não é só no esporte, é fácil, pergunte por ai um pouco da história de nosso país, sobre revoluções, personagens, lideres e verdadeiros heróis, com certeza algumas desculpas do gênero “Não tenho obrigação de saber” ou a melhor “não era nascido na época” vão surgir.
Um exemplo prático é a seleção brasileira de futebol que não sabe quem jogou e venceu a copa de 1958, o primeiro título mundial do Brasil, sem comentários (que esta completando 50 anos hoje).
Mas isso acontece muito, um atleta chega a um ponto de destaque e não conhece a história de seu próprio esporte, quem foram os grandes campeões ou que abriram as portas (para que hoje ele esteja nessa posição). Culpa própria e também por não existir a cultura de manter vivo nosso passado (falta de divulgação na mídia).
A verdade que sempre quis saber quem foram os melhores no meu esporte, o Remo, posso dizer que é bem difícil conseguir informações, mas depois de vasculhar um bocado sempre se encontra alguma coisa.
Logo depois que voltei a remar, no clube Bandeirante, fui convidado para tomar café da manhã com uma turma de veteranos, só que eu não fazia a menor idéia de quem eram de verdade cada um dos 3 “velhos” que estavam dividindo a mesa comigo. Ou melhor, que eu dividia com eles.
Eram 3 veteranos do esporte, com alguns quilos a mais. Logo as histórias começaram a aparecer. Eu conhecia alguns deles e “sabia” que tinham sido bons remadores, mas nada além disso. Bom resumindo, junto com os copos de café surgiram comentários que despertaram minha curiosidade.
De pergunta em pergunta e pesquisando um pouco nos resultados históricos consegui descobrir algumas coisas...
Um deles, chamado Luis, era um colecionador de títulos regionais (em uma época bem diferente de hoje, existia o Clube Tiete e o Espéria era fortíssimo) e títulos brasileiros. Mas o impressionante mesmo era que tinha tomado café da manha com dois dos melhores remadores do Brasil de todos os tempos. Vitor Hime e Andre Berezin.
Esses remadores eram atletas olímpicos. Remadores de uma época dourada no remo brasileiro, comandada pelo “general” Buck (para uns o melhor técnico de remo de todos os tempos).
André foi 7° lugar nas olimpíadas de Los Angeles em 1984 no Quatro com Timoneiro (prova que foi retirada dos Jogos) junto de Luis Alfredo (remador do clube Bandeirante). Foi o melhor resultado Brasileiro nessa prova de todos os tempos.
Já Victor Hime, junto de seu parceiro Ângelo Neto, teve o melhor resultado que o Brasil já teve em olimpíadas, em Los Angeles ficaram com o 4° lugar na prova do Dois com Timoneiro (a prova mais rigorosa do remo), após de uma classificação heróica. Na repescagem classificava-se apenas o primeiro, e nos últimos metros com um sprint insano saíram do 3° lugar diretamente para a grande final.
Vitor Hime também tinha competido nas olimpíadas de Moscou com um 8° lugar na prova do Quatro com Timoneiro.
Estou na raia há quase 12 anos e não sabia dessas histórias e ainda faltam tantos detalhes. A verdade que ainda existem milhares de histórias sobre cada esporte, mas é tão difícil ter acesso, se cada um fizesse um pouquinho, não deixaríamos nossos heróis morrerem no esquecimento, e com certeza não teríamos que ouvir as barbaridades dos jogadores da seleção de futebol (Ignorantes)!
Como são as coisas, depois de muito pesquisar encontrei vídeos no YouTube que retratam um pouco dessa história, encontrei vídeos que mostram os melhores do Brasil e a prova tão intensa do Dois com Timoneiro de Vitor Hime. Curtam, vejam e revivam os melhores momentos do remo brasileiro.
Obs. Não poderia deixar de comentar mesmo que de forma previa (tenho interesse de escrever mais a fundo sobre esses personagens do remo brasileiro) dos Irmãos Carvalho, os melhores remadores de 2- que o País já teve, detentores do último ouro Pan-americano conquistado há muitos anos atrás em Caracas 1983.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Esperança.


Qual é o limite para um atleta? A cada dia que passa, acredito que esses limites não existem mais. Depois de descobrir Birget Fischer (Alemã octacampeã olímpica de canoagem, descrita no texto abaixo), descubro outro personagem interessantíssimo que poderá protagonizar um feito histórico nas próximas olimpíadas.
Seu nome é Hiroshi Hoketsu, cavaleiro Japonês de 67 anos, um dos principais nomes do esporte japones e também um dos mais cotados para participar dos jogos em sua categoria, o adestramento.
Hiroshi vem participando de diversos campeonatos afim de participar dos Jogos, feito que caso se realize o tornara o mais velho competidor da história esportiva do Japão. O atleta já representou o país do sol nascente em 1964!
As olímpiadas já registraram diversos atletas de idades bem avançadas, o recorde de idade até os dias atuais pertence ao sueco Oscar Swahn, que participou de sua primeira olímpiada com 64 anos, em 1912 em Estocolmo na prova de tiro e encerrou sua carreira olímpica 8 anos depois conquistando uma medalha de prata, a sua sexta medalha olímpica.
Histórias de sucessos continuos como essas são impressionantes (vide último texto, trata do assunto de forma diferente), claro que se tratam de esportes que não exigem tanto das condições físicas como outros esportes, mas mesmo assim esses herois lutam diariamente contra o tempo e contra a idade, para manter o espirito olímpico acesso dentro de seus corações.
Tomara que o nobre cavaleiro japonês consiga sua tão sonhada classificação para os jogos olímpicos, já que não existe nada melhor que uma olímpiada no oriente para manter a chama e o espirito olímpico vivo dentro de um coração tão vivido.

Descobrindo ídolos.


Qual é o segredo para chegar ao topo, ao sucesso? Bom, essa até que é fácil, basta juntar alguns ingredientes, como: Dedicação, Sacrifício e talento. E então qual seria a receita para manter-se no topo por, vejamos, 24 anos?
Só perguntando diretamente para a Alemã Birgit Fischer. Quem? É realmente tenho que ser sincero, não a conhecia, mas deveria. Todos nos devíamos, por isso que este texto esta indo para o ar, para poder contar e apresentar a vocês (aqueles que a conhecem, por favor, ajudem com mais informações) a maior campeã da historia da canoagem mundial.
Acabei descobrindo essa pérola do esporte graças a uma notícia publicada no site do UOL, comunicando que aos 45 anos Birgit está se aposentando do esporte que tanto lhe trouxe sucessos e que desistiu dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Algo semelhante aconteceu antes dos Jogos de Atenas, onde ela retomou (após de uma suposta aposentadoria) os treinos cerca de um ano antes dos Jogos e venceu duas provas de forma espetacular.
Bom, mas comecemos do começo. Birgit Fischer nasceu na parte leste da Alemanha (Republica Democrata Alemã ou como é mais conhecida Alemanha Oriental), entrou no mundo dos esportes com 7 anos, passou por vários esportes até que os 17 anos estreou na canoagem com um titulo mundial. No ano seguinte em 1980 nas olimpíadas de Moscou conquistou seu primeiro ouro no K1 (caiaque individual) disputados em 500m.
A olimpíada seguinte foi disputada nos EUA, em Los Angeles, onde ouve o famoso boicote por parte dos países comunistas, incluindo a Alemanha Oriental. Mas o mundo veria a incrível atleta alemã nos Jogos de Seoul, onde ela pode conquistar mais 2 medalhas de ouro (K2 e K4 em 500m) e uma de prata (K1 também em 500m).
Naquela época dizia-se que Birget já havia conquistado tudo e que sua carreira estava no ápice total e que ela começaria a cair de produção, inclusive por que já estava com 26 anos e na próxima olimpíada estaria com 30 anos.
Quatro anos depois, em Barcelona, Birget retomou seu titulo olímpico na prova individual e conquistaria uma medalha de prata na prova do K4, deixando os especialistas e adversários de queixo caído. Como ela mesmo disse a uma entrevista na época.
"Após ter meu segundo filho e ficar praticamente inativa durante três anos, meus concorrentes tinham me esquecido", disse Fischer, lembrando seus sucessos de Barcelona.
Na primeira vez que teve a oportunidade de visitar os EUA em 84, não pode ir por conta do boicote que seu país havia feito aos jogos americanos, mas em 1996 em Atlanta Birget teve a oportunidade de competir na terra do Tio Sam e arrancar mais medalhas de seus adversários, em Atlanta foram: ouro no K4 e prata no K2.
Em Sidney, conquistaria mais medalhas, como já não corria mais a prova individual desde as olimpíadas de Barcelona se dedicou as guarnições de duplas e de quatro remadoras e os ouros continuariam a vir, mostrando que sua superioridade era incrível.
Bom, depois de passarmos pela incrível história de sucessos, voltamos a Atenas onde nossa insaciável remadora alemã conquistaria mais duas medalhas de ouro nas provas de 500m, no K2 e no K4, encerrando uma carreira incrível de 24 anos olímpicos e doze medalhas.

Birget estava treinando duro para as olimpíadas de Pequim, mas anunciou nesta terça-feira, dia 4 que estava oficialmente fora dos jogos de Pequim e aposentada definitivamente de seu esporte. Segundo a atleta estava cansada e estava na hora de dar mais atenção a sua vida e seus filhos. Com 45 anos ela conquistou o mundo 27 vezes e foi octacampeã olímpica!
"Birgit é um verdadeiro fenômeno", diz o treinador alemão Josef Capousek, que era o responsável por Birget e a seleção alemã durante os Jogos Olímpicos de Atenas
O que vemos hoje em dia são atletas fenomenais, que impressionam por vencerem quatro ou mais provas durante uma mesma olimpíada, caso de Michael Phelps, Ben Johnson entre outros astros olímpicos. Mas manter-se por tanto tempo no topo, vencendo é impressionante e cada vez mais raro. Outro atleta que se manteve por 5 olimpíadas seguidas no topo foi o Sir. Stevie Redgrave remador britânico que somou 5 medalhas de ouro (1 por olimpíada). Redgrave merece um texto (futuramente) a parte para contar seus feitos.
Realmente é impressionante. Pena que os anos passam e esses astros chegam a uma idade que acabam se aposentando... Mas com certeza continuaram para sempre na história dos esportes! Abaixo deixo um vídeo de sua última conquista olímpica, em Atenas na prova do K4.
Birget Fischer foi um prazer conhecer-la.

O adeus de um ídolo.


Nascia no dia 10 de setembro de 1976 um garoto em Santa Catarina, na paradisíaca Florianópolis que se tornaria um ídolo nacional e mundial.
O Manezinho da ilha (como são chamados os nascidos na ilha de Florianópolis) que poderia ter virado surfista (grande paixão), optou pelo tênis logo quando tinha seus primeiros 6 anos de idade, onde já despontava todo seu talento e futuro.
Gustavo Kuerten, o Guga, conquistou o mundo com seu jeito despojado e sorriso aberto e claro, com seu espetacular talento.
No ano de 1997, ainda com 20 anos, Guga venceu um dos principais torneios do mundo e o mais importante das quadras de Saibro, o Roland Garros em Paris. Seu jeito moleque com cabelos compridos e seu enorme carisma logo conquistaram o Brasil e o mundo.
Em 1998 Guga venceu outros dois importantes torneios, em Stuttgart e Mallorca o deixando entre os 10 melhores do mundo, mas seria em 2000 que Guga deixaria definitivamente seu nome na história do tênis mundial.
Com o Bicampeonato em Roland Garros e a vitória no Masters Cup (torneio que reúne os 8 melhores do mundo) renderam-lhe o inédito primeiro lugar no ranking mundial, feito que duraria 43 semanas.
Guga ainda venceu mais uma vez Roland Garros, em 2001, quando desenhou no piso de saibro um coração e caiu em uma mistura de cansaço e emoção dentro do desenho de braços abertos, mandando uma mensagem de amor a todos seus fãs.
Mas sua vida mudaria drasticamente quando uma lesão no quadril o afastou das quadras. Passou por cirurgias delicadas e depois disso nunca mais voltou a jogar como antes, por conta de dores fortes. Foi alvo da mídia que o crucificou em muitas oportunidades quanto a seu desempenho, esquecendo os feitos anteriores e criticando duramente suas atuações.
Após de um retorno “fracassado” e de duras criticas Guga acabou se rendendo e anunciou no dia de hoje, dia 15 de janeiro de 2008 aos seus 31 anos, que esta será sua última temporada, onde irá disputar alguns campeonatos que julga especiais e depois ira se retirar dos campeonatos profissionais.
“Esta é uma última chance de jogar alguns torneios que considero especiais, e das pessoas me assistirem, além de tentar reviver um pouco daqueles grandes momentos". Disse Guga em entrevista ao globo esporte.
Ao longo de sua carreira Guga conquistou 20 títulos de simples e 8 de duplas, sendo que dos 20 títulos conquistados na categoria simples, 14 foram conquistados no Saibro, marca que lhe confere até hoje como maior vencedor nesse tipo de quadra junto de Carlos Moya. Outro recorde interessante é que Guga foi o único a vencer Andre Agassi e Pete Sampras de forma seguida dentro do mesmo campeonato.
Números de uma carreira brilhante em um esporte exigente, aonde chegar ao topo é difícil e manter-se lá é quase impossível.
Pena que as lesões que Guga teve ao longo de sua vida mudaram drasticamente seus sucessos e sua carreira, por que hoje durante a entrevista Guga deixou escapar de forma triste que se não fosse pelos problemas de lesões ele ainda jogaria por muitos anos, e com certeza jogaria muito!
Valeu Guga, parabéns por todos os grandes momentos, pelas grandes vitórias e que este ano, o último ano, muitos desses momentos voltem a sua mente, trazendo o sentimento de missão comprida e de paz, para uma aposentadoria merecida e tranqüila quanto ao seus feitos.

Nadia Comaneci, Perfeita.


Suavidade, elegância, beleza e revolução. Sua aparição nos Jogos Olímpicos de Montreal em 1976 deixou o mundo em choque.
Nadia Comaneci nasceu na Romênia, onde passou por uma infância difícil, como muitos desse pobre país do leste europeu. Logo aos três anos Nadia teve seu primeiro contato com a ginástica artística, durante o jardim da infância.
Sua carreira começou alguns anos antes dos Jogos Olímpicos de Montreal, competindo na França e vencendo em 1975 o campeonato europeu diante da estrela da União Soviética Ludimilla Tourisheva, onde saiu vitoriosa.
Mas seria em 1976 que sua carreira e as olimpíadas seriam marcadas para sempre. Com apenas 14 anos, Nadia conseguiu a primeira nota 10 na história do esporte (em olimpíadas). Nadia conquistaria no Canadá, 3 medalhas de ouro (geral individual, barras assimétricas e trave) , uma de prata (por equipes) e uma de bronze (solo) e um punhado de notas máximas.
Nadia ficou famosa do dia para a noite, passou a fazer parte de todas as capas de revistas (esportivas ou não) pelo mundo todo. Repórteres, fotógrafos, atletas, todos queriam estar perto dela.
Porém depois das olimpíadas sua vida iria mudar. O ditador comunista romeno Nicolau Ceausescu a tornou símbolo comunista. Apenas muitos anos depois seriam revelados casos de abuso sexual, por parte dos técnicos, autoridades políticas e até do próprio ditador.
Em 1980, nos Jogos Olímpicos de Moscou (que teve o boicote de vários países como os EUA), Nadia seria mais uma vez a estrela da ginástica, mas dessa vez com o corpo diferente (cerca de 10cm mais alta e 10 kg mais pesada que em 1976), conseguiu superar todas suas adversárias conquistando 2 medalhas de ouro (trave e solo) e uma prata (geral individual).
No total em sua carreira olímpica foram 5 medalhas de ouro, 3 de prata e 1 de bronze. Uma carreira brilhante.
Nadia começaria sua despedida nos Jogos Universitários Mundiais, em 1981, onde venceu 4 provas e por fim em 1984 pouco antes do início dos Jogos Olímpicos de Los Angeles Nadia oficialmente se retiraria das competições. Ainda se formaria em Educação Física e faria parte da seleção romena como treinadora.
Mas no ano de 1989, cansada dos abusos sofridos ao longo de sua vida, conseguiria escapar de seu país natal (supostamente pagando 5 mil dólares), e se exilando no Canadá. Após alguns anos, Nadia passa a viver nos EUA, onde se casa com também campeão olímpico de ginástica, o americano Bart Conner.
Nadia Comaneci recupera o seu status de grande atleta quando entra para o hall of fame dos esportes, ao lado de personagens como Muhammad Ali.
Nadia nunca quis comentar perante a mídia as suposições e denúncias de abusos sofridos na época que vivia na Romênia. Com certeza não deve ter sido fácil passar por todas essas dificuldades, mas mesmo assim Nadia soube manter sua dignidade e a cabeça erguida e continua sendo uma referência mundial, tanto no esporte como fora dele, já que ela hoje se dedica a ações humanitárias.
Sua beleza e movimentos refinados continuam eternos, juntos com todas suas notas 10 obtidas nas olimpíadas e nos mundiais que disputou. A magia daquela menina de apenas 14 anos ficara para sempre na memória daqueles que a assistiram e viveram aquele momento tão mágico.
Para aqueles que não a viram, por que eram muito novos ou por que não eram nascidos (meu caso), abaixo esta um vídeo de uma nota 10, de um ouro olímpico, de uma prova que nunca será esquecida.


Jesse Owens


Berlim, ano de 1936, surge uma lenda olímpica.
A Alemanha estava preparando o maior evento da história das olimpíadas até aquele momento, tudo para mostrar ao mundo a supremacia ariana e a supremacia de seu país.
Adolf Hitler era o maestro de tudo, comandava, organizava e assistia a maioria das competições, mostrando ter fé em sua filosofia. O clima era forte, pesado e ofegante.
O que o Führer não esperava era ser desafiado e contestado dentro de seu próprio país, e ironicamente foi o que aconteceu. Um norte americano colocou em prova toda sua crença e filosofia ariana, mostrando que não poderiam existir diferenças na vida e no esporte.
Seu nome era Jesse Owens, nascido no estado do Alabama em 1913. Vindo de uma família humilde, plantava algodão junto de seu pai e de seus outros 10 irmãos. Quando jovem a família toda se mudou para Cleveland, Ohio, onde pela primeira vez teve contato com o atletismo.
Aos 18 anos Owens chegou à marca incrível de 10s03 nos 100 metros rasos, que lhe garantiu uma bolsa de estudos na faculdade do estado.
Owens chegou às olimpíadas de Hitler com diversos títulos e recordes, mas suas conquistas seriam potencializadas durante os jogos.
Owens simplesmente deixou todo o mundo de pé, venceu incrivelmente as provas dos 100m e 200m e para o terror do comandante alemão ainda venceria a prova dos 4x100m e a prova do salto em distância.
A prova do Salto foi marcada por um duelo entre Owens e o alemão Luz Long. Long era o melhor saltador da Europa e estava com a prova em suas mãos.
Owens tinha queimado suas 2 primeiras tentativas de três possíveis para poder se classificar para a final. Owens era o detentor do recorde mundial, de 8m e 16 cm, mas estava lutando para passar dos 7m 15 cm.
Long, em um momento de serenidade em meio de toda a loucura da competição sugeriu que Owens mudasse sua aproximação para o salto. Foi o que ele fez e conseguiu superar os 7m 15 cm classificando para a final contra o alemão.
Ambos travaram uma disputa incrível, salto a salto, centímetro a centímetro, mas a supremacia física e o talento do americano falaram mais alto, com um salto de 8m 03cm Owens ficou com o ouro sobre o alemão, que o aplaudiu e cumprimentou humildemente (Ambos seguiram bons amigos ao longo de suas vidas, até a morte de Owens).
Para Hitler outra vitória de um negro em seu país era ultrajante e diante das câmeras se retirou do estádio, consagrando ainda mais os feitos de Owens.
Jesse Owens ficou mundialmente conhecido com suas vitorias incríveis nas olimpíadas de Berlim, mas não era um reflexo de sua nação. Na Alemanha nazista, os negros, judeus e outras raças eram perseguidos abertamente, mas nos Estados Unidos acontecia o mesmo, mas de forma não declarada.
No século passado milhares de negros foram espancados até a morte, linchados, expulsos e proibidos de seus direitos. Segregação total. O estado do Alabama, terra natal do herói americano era um dos estados americanos que mais sofriam com o racismo.
Até hoje podemos ver em filmes e seriados as denúncias contra o preconceito e as discriminações raciais nos EUA.
Na realidade não existia muita diferença no racismo de Hitler e dos americanos. A hipocrisia americana era impressionante, tanto que Owens voltou das olimpíadas e terminou sua faculdade, mas trabalhava como frentista e vendedor de selos para alimentar sua família. Mostrando como os americanos tratavam seus “heróis” olímpicos.
Owens morreu com 66 anos, por conta de um câncer nos pulmões.


Vídeos, reportagens e memórias do passado.

Dezembro é um mês calmo no mundo dos esportes, na realidade quase todos os atletas estão de férias ou realizando treinamentos de base para a próxima temporada, esta que para muitos será a mais importante de suas carreiras, justamente por ser um ano Olímpico.
Com os campeonatos terminados e com a temporada encerrada fica difícil encontrar noticias sobre competições e eventos interessantes para trazer a vocês, dessa forma, vou seguir por três linhas distintas de textos.
A primeira será trazer a tona antigos atletas, sendo heróis nacionais ou internacionais, contar um pouco de suas carreiras e de seus incríveis feitos. A segunda linha será com vídeos de competições, de atletas, de situações motivacionais entre outros assuntos interessantes. E a terceira linha será justamente trazer as notícias pertinentes a este blog.
Hoje inicio essa nova abordagem de final de ano, com um vídeo impressionante. Para que vocês entendam um pouco do que se passa no vídeo, aqui vai uma sinopse:
O ano é de 1989. O local é em Lucerne, Suíça. A prova é do barco mais duro e temido, o 2 com timoneiro, embarcação que deixou de fazer parte do quadro olímpico no remo, mas naquela época ainda fazia parte. Além disso, nessa época ainda existiam muitos barcos de madeira ou de fibra de vidro, ao contrário de hoje que os barcos e remos são de fibra de carbono. O design do barco e dos remos eram muito diferentes (antes a pá era menor sendo que hoje em dia a pá é maior, tendo melhor trabalho de empuxe dentro da água), mas mesmo assim, os caras andavam muito!
O 2+ (dois com timoneiro) é um barco onde, os remadores além de técnicos têm de ser muito fortes, famosos trogloditas do esporte. Se vocês prestarem atenção no barco Italiano (de camiseta branca) vão perceber justamente o tamanho das “bestas”.
Esta prova mostrou o quanto o remo pode ser eletrizante, basta juntar um monte de “loucos” (excelentes atletas), em uma raia perfeita, em um dia perfeito! Façam suas apostas, mas sugiro que prestem atenção...



quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Muito mais que mágica.


Mágica (o) é a determinação, ou melhor, o adjetivo dado a um atleta excepcional no basquete. Em 11 de março de 1962, nascia no interior de São Paulo uma menina mágica. Nascia Paula.
Desde pequena era apaixonada pelos esportes, na realidade ela adorava brincar e logo o basquete virou sua brincadeira preferida. Com 12 anos já fazia parte de uma equipe em Assis (interior de SP).
Sua carreira sempre foi recheada de títulos, clubes e histórias. Paula foi conquistando espaço e cada vez mais, consagrando-se no esporte e com apenas 14 anos foi convocada pela primeira vez para a seleção, sendo a mais jovem jogadora na seleção adulta de basquete feminina.
Em 1991, Paula e Hortência lideraram a seleção canarinho nos jogos Pan-Americanos de Havana em Cuba. E diante dos olhos do próprio líder Fidel Castro, Paula comandou a vitória brasileiras contra as cubanas. Acertando 4 cestas de 3 pontos de 5 tentativas realizadas no segundo tempo de jogo, desequilibrou a partida a favor das brasileiras.
O ouro conquistado e a mágica apresentação de Paula chamaram a atenção do mundo todo, e seu apelido foi interado ao seu nome e a partir de então e agora não era apenas uma Paula e sim uma Magic Paula.
Porém ainda, Magic Paula e Hortência teriam páginas importantes para escrever pela seleção brasileira. Em 1994, mesmo ano que o Brasil sagrou-se tetra-campeão mundial de futebol nos Estados Unidos, as meninas do Basquete partiam para a Austrália e de lá voltariam com a história do basquete nas mãos.
O Brasil passou por adversárias que nem se poderia imaginar, bateu a sempre favorita seleção americana e venceu a China na Final, consagrando o esporte brasileiro e o basquete feminino com um título inédito que até o momento, único.
Para Paula foi o título mais importante conquistado em sua carreira, porém ainda disputariam as olimpíadas de Atlanta, onde conquistaram a inédita medalha de Prata. As brasileiras perderam para as Americanas que jogavam em casa e com certeza a medalha de Prata teve sabor de ouro.
Afinal sabemos que todas as medalhas olímpicas conquistadas por brasileiros têm gosto de ouro, por todas as dificuldades enfrentadas durante a carreira e até mesmo antes desta ser construída.
Magic Paula se retiraria das quadras em 2000, depois de 28 anos dentro do esporte e 22 anos defendendo a camisa verde e amarela da seleção. Junto com sua inseparável companheira Hortência, marcaram história no esporte e do país.
Hoje Magic Paula criou junto com sua irmã Branca uma nova magia, o “Passe de Mágica” que ajuda crianças carentes (entre 7 e 15 anos) ensinando a elas um pouco de seu esporte favorito e também fornecendo uma formação cultural que poderá abrir portas para que estas crianças consigam alcançar seus objetivos em um futuro próximo.
Mágica nas quadras e fora delas. Com certeza o amor ao esporte e a este país, tornou Paula uma pessoa extremamente querida por todos os brasileiros, uma heroína que não quer ficar no passado fazendo sua parte para ajudar este país tão necessitado.

O Pioneiro


Muitos dizem que ele foi um divisor de águas na natação brasileira. Eu não o vi nadar, era muito pequeno quando conseguiu seu maior feito, uma medalha de prata nas olimpíadas de Los Angeles.
Campeão mundial e detentor de um recorde mundial no 400 medley, Ricardo Prado, o Pradinho, mudou a história da natação nacional.
Prado não foi o primeiro brasileiro a possuir um recorde mundial, existiram três recordes mundiais conquistados por brasileiros antes da conquista de Ricardo no mundial realizado no equador em 1982. Foram com Maria Lenk, em 1939, nos 200 m peito, Manuel dos Santos, em 1964, nos 100 m livre e José Silvio Fiolo, em 1968, nos 100 m peito
Mas Prado realmente mudou a forma que a natação era praticada no Brasil. Sem apoio quase em sua carreira toda, teve que enfrentar enormes dificuldades para conseguir treinar em alto rendimento. Mas em 1980, deixou o Flamengo e foi treinar nos EUA, onde seu desenvolvimento físico e técnico foi impressionante.
A preparação para o Mundial foi excelente, onde conseguiu bater o recorde de 4min19seg78, que durou até o mundial que antecedeu as olimpíadas de 1984.
Já nas olimpíadas de Los Angeles, Prado foi genial, dominou a prova final até a metade, onde o atleta canadense Alex Baumann, o superou ficando com o ouro.
Prado sempre conviveu com as vitórias, entre conquistas regionais (paulistas), nacionais e sul-americanas, Pan-Americanas e no mundial de 82. Tratando-se de olimpíadas, sua primeira participação foi em Moscou em 1980 com apenas 15 anos.
Com certeza foi o pioneiro da natação brasileira e deixou trilhado o caminho da vitoória para todos que o seguiram, como Gustavo Borges, Fernando Scherer (entre outros) e agora o incrível Thiago Pereira.
Em 2003 Ricardo passou por problemas de saúde, teve um infarto que lhe resultou em 3 pontes na artéria mamária e 2 pontes de safena. Prado formou-se em economia com mestrado pela faculdade de Dallas, Texas e em Educação física, e é presença garantida como comentarista durante eventos que envolvem natação.

Um País de João's Ninguém.


Ainda jovem na categoria de juvenil esse João já chamava a atenção, destacava-se nos treinamentos e nas competições que disputava. Ainda como juvenil conseguiu quebrar o recorde mundial da categoria durante um campeonato sul-americano em 1973.
Mas ainda havia muita história para acontecer. Em 1975 nos Jogos Pan-americanos da Cidade do México, João conseguiria a melhor marca de sua vida no salto triplo, marcando inclusive o recorde mundial (17,89m), que resistiu por 10 anos.
Medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 1975, João deixava de ser apenas um João qualquer e passou a ser conhecido como João do Pulo e no ano seguinte seria sua primeira oportunidade de escrever seu nome nas paginas olímpicas.
Em Montreal, 1976, João conseguiria o Bronze. Com uma marca bem abaixo do índice marcado no ano anterior quando foi campeão nos jogos da cidade do México, talvez por que tinha que dividir seus treinamentos com as obrigações militares já que era cabo do exercito.
Nas Olimpíadas de Moscou, 4 anos depois, João do Pulo era apontado como favorito para a conquista da inédita medalha de ouro. Havia sido bi-campeão no salto em distância e no salto triplo um ano antes nos jogos pan-americanos realizados em Porto Rico (1979).
Mas talvez, nas olimpíadas mais conturbadas em termos de manipulação de resultados, justamente por motivos políticos envolvendo a antiga união soviética e países do ocidente, havia sempre suspeitas de erros propositais favorecendo atletas soviéticos. E o nosso João foi vitima dessas questões que nada tinha haver com sua pessoa.
Seus melhores saltos foram anulados e dessa forma acabou ainda conseguindo uma medalha de bronze, a sua segunda medalha de bronze consecutiva no salto triplo, o ouro e a prata na prova ficaram com atletas soviéticos.
Após da olimpíada sua vida seria marcada por uma enorme tragédia. Um acidente de carro acabará por encerrar a sua carreira de forma prematura. O acidente lhe custou à amputação de uma perna (direita), e o sonho da medalha de ouro em uma olimpíada havia sido encerrada.
João passou por depressões e por um enorme abandono da mídia. Depois de anos conseguiu ser eleito deputado estadual. Mas sempre viveu com tristeza e amargura em seu coração.
Em 1999, João morreu de uma infecção generalizada associada com uma cirrose aos 45 anos.
Mas sua história não morreu, continua viva, com o incrível Jadel Gregório, que possui uma história de vida de superação que poderiam ser usadas em um filme. Jadel quebrou no último Pan-americano realizado no Rio o último recorde ainda sobrevivente de João, o recorde no Salto Triplo Sul-americano.
O recorde quebrado por Jadel durava 32 anos!
O Brasil possui uma tradição de atletas incríveis nessa modalidade, Adhemar Ferreira, João do Pulo e agora Jadel Gregório. Pena que também no Brasil existe a triste tradição de abandonar antigos heróis olímpicos.
Uma tradição que devia acabar. A tristeza no coração desses atletas é vista facilmente, afinal não deve ser nem um pouco fácil ser herói em um dia e ser simplesmente esquecido no outro. Além do que, em nosso país, com todas as dificuldades de educação e chances de trabalho, esses ex-atletas acabam abandonados financeiramente e acabam com suas vidas sem a menor dignidade que é merecida.
Durante o Pan do Rio, vi uma reportagem sobre a ajuda que ex-atletas medalhistas olímpicos recebem em Cuba, onde são trazidos pelo governo para ajudar no esporte que praticavam e tiveram sucesso, treinando e aconselhando novos atletas. Além de terem seus estudos pagos e planos de desenvolvimento pessoal.
Cuba como todos sabem não é um país rico, muito pelo contrário, agora, por que aqui as coisas não poderiam ser diferentes. Por que o esporte e esses heróis só são lembrados em épocas olímpicas?
Como seria bom se os antigos atletas e nossos heróis olímpicos pudessem continuar a ajudar no esporte, passando experiências e seu talento para que possamos sonhar sempre com mais medalhas.
Como sempre, estamos atrasados... Mas a esperança é a última que morre e nossas lembranças também...