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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Esquentando a "chapa"


“O bicho está pegando” para o Judô nacional. As vésperas de decidirem as vagas olímpicas, a seleção intensifica os treinos para as seletivas.
A maior disputa esta na categoria dos meio-médios, onde 2 dos melhores judocas brasileiros disputam apenas uma vaga para os Jogos. Flávio Canto e Tiago Camilo já se tornaram “rivais” históricos.
Tiago Camilo vem de um ano maravilhoso, em 2007 conseguiu conquistar diversas vitórias e todos seus objetivos pessoais. Foi medalha de ouro no Pan do Rio e também conquistou a medalha de ouro no Mundial realizado no final do ano passado também no Rio de Janeiro, que o Blog Olímpico trouxe de primeira mão.
Já Flávio Canto vem de uma situação bem diferente. O ano de 2007 foi marcado por sofrimento e decepções, sem poder participar dos Jogos Pan-americanos e do Mundial devido a uma lesão, Canto se recuperou a tempo de participar da seletiva nacional que lhe deu credito para participar dessa última fase de seleção.
"Espero que na Europa eu não esteja do mesmo jeito que estava nas seletivas nacionais. Tive pouco tempo hábil por causa da lesão e estava muito mal preparado", disse Flávio Canto à entrevista ao site UOL.
Esta última etapa para classificar para os Jogos Olímpicos será da seguinte forma: Os atletas irão disputar 2 etapas da copa do mundo de Judô, no caso específico de Flávio e Tiago, que obter os melhores resultados classifica-se como títular para as Olimpíadas, em caso de empate a medalha de ouro conquistada no último mundial dá a Tiago a preferência e a vaga olímpica.
“Nossos principais adversários agora estão lá fora, é contra eles que nós vamos lutar. Quem faz o certo, quem batalha é quem merece", diz Tiago Camilo, que não consegue disfarçar a insatisfação de ainda não ter a vaga olímpica depois de um ano tão vitorioso como o de 2007: “Espero não ser prejudicado por excelência", brinca o judoca. "Espero continuar fazendo as coisas certas sem prejudicar ninguém". (fonte UOL).
A seleção viaja no dia 06 de fevereiro para começar sua jornada olímpica na Europa. Independente de quem conseguir a classificação, com certeza absoluta esta é uma das melhores equipes que o Judô brasileiro conseguiu formar, medalhas olímpicas virão, seja com Tiago, Flávio, João Derly e ou Luciano Corrêa.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Dias de Ouro


Que mundial impressionante. O Brasil realmente se postou entre as potências do Judô.
Ultimamente muitos dos críticos brasileiros e de todo o mundo, tem olhado os Jogos Pan-americanos com receio. Receio por que nem sempre os esportes recebem as melhores equipes, então os resultados ou sensações são apagadas ou menosprezadas por esse motivo.
O judô que teve seu melhor desempenho em Pan-americanos nos últimos tempos tinha ficado sobre suspeita, mas essa suspeita acabou depois do mundial realizado nessa semana que passou (encerramento ontem).
O mundial do Rio ficou marcado por historias de superação como a de Luciano – medalha de ouro – que perdeu sua amada a noiva há dois anos atrás, e continuou lutando e alcançou o topo do mundo.
Como a superação de Thiago Camilo que conquistou o OURO e o titulo de MELHOR JUDOCA do mundial.
Considerado um gênio do Judô, por conseguir grandes conquistas utilizando um Judô clássico e que após inúmeras lesões (como a no joelho que teve de ser operado, onde ainda existe a hipótese de erro medico), ainda conseguiu chegar novamente ao topo.
O Brasil de João Derly, pequenino grande guerreiro, que com seus 66 kg, conquistou o Bi-Mundial.
Brasil de conquistas, Brasil de três medalhas douradas e uma de Bronze. Que empatou com o Japão em numero de medalhas de ouro – perdeu na contagem de medalhas de prata.
Brasil de dificuldades, de sofrimento, de superação. Um mundial para entrar na história, e dar moral, melhor, muita moral para os atletas desta seleção e de todos os outros esportes.
Na realidade, ontem estava pensando no que ia escrever para reportar essas histórias, pensei em procurar detalhes dos atletas, coisas do gênero, mas não tenho muito mais o que dizer por esses guerreiros.
Dizem que uma imagem vale mais do que 1000 palavras, então sintam essas palavras com as imagens a baixo. Isso é o Judô Brasileiro... Isso é o Esporte Olímpico no Brasil... Isso é SUPERAÇÃO!

Mundial de Judô.


Começou o Mundial de Judô, realizado no Brasil. E o Brasil começou com tudo. Logo no primeiro dia, foram conquistadas uma medalha de bronze e uma de ouro.
A primeira medalha brazuca no mundial foi conquistada pelo judoca João Gabriel Schlittler.
João conseguiu a vitória contra o tricampeão mundial dos meio pesados, o japonês Inoue que estava lutando em uma categoria acima. Mas mesmo assim era um adversário extremamente perigoso, como conta o próprio João.
“Mesmo o Inoue, que é menor, estava mais pesado do que eu. Ele pesou 112 kg e eu, 108. Ele era um adversário perigoso, mas eu lutei mais solto. Sabia que ele era mais rápido e técnico, mas o jogo encaixou", disse o carioca. Alem disso ele credita a vitória a torcida brasileira que apoiou do começo ao fim.
A segunda medalha foi conquistada por Luciano Corrêa, que após ter conquistado a medalha de bronze no Pan do Rio, havia prometido não errar mais em momentos decisivos, procurando ficar mais concentrado e conseguir as vitórias.
Parece que o objetivo foi alcançado. O brasileiro conseguiu sua segunda medalha em mundiais (a primeira foi conquistada no mundial do Cairo – Bronze) e agora conseguiu o OURO!
Para esse feito, Luciano fez uma campanha para tirar qualquer duvida. Entre lutas extremamente difíceis e duríssimas, Luciano venceu na estréia o atual campeão olímpico, na semifinal venceu o campeão europeu e a final contra o britânico Peter Cousins com um ippon.
Já as meninas não tiveram a mesma sorte dos atletas masculinos, depois da brilhante participação no Pan do Rio, as meninas que participaram no dia de ontem (13/09) foram todas eliminadas, destaque para a Edinanci Silva, que chegou até a última luta da repescagem (a vitoria lhe daria a chance de lutar pelo Bronze), mas perdeu.
Esse foi só o primeiro dia do maior campeonato de Judô já realizado no Brasil. O COB conseguiu uma disponibilidade de verba (mesmo com um corte de quase 60%, de ultima hora, que colocou o campeonato em risco), que propiciou o pagamento das hospedagens e algumas passagens para os atletas, viabilizando atletas de diversos países que nunca haviam tido a oportunidade de participar de um mundial da modalidade.